segunda-feira, 8 de julho de 2013

SAÚDE + 10

Ato Político marca o Dia Nacional de Coletas de Assinaturas com as presenças dos presidentes da Câmara e Senado e demais representantes legislativos. Na ocasião, os municípios, mobilizados pelo CONASEMS, também entregam suas coletas neste dia. O Movimento está coletando um milhão e quinhentas mil assinaturas pedindo ao Congresso Federal a aprovação do Projeto de Lei de Iniciativa Popular que garante 10% da receita corrente bruta da União para a Saúde. O Ato acontecerá durante o XXIX Congresso de Secretarias Municipais de Saúde, dia 10 de julho, a partir das 10h, no Centro de Eventos Ulysses Guimarães em Brasília-DF. Este Ato será realizado juntamente com Conselho Nacional de Saúde (CNS), Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEBES), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conselho Federal de Medicina (CFM) entre outros parceiros, totalizando mais de 100 instituições.

Homenagem a ACS

Agente Comunitário de Saúde Maria Fátima de Sousa,Tereza Ramos uma das primeiras Agentes Comunitárias do Brasil, recebeu ontem uma homenagem do Conasems Nacional.

Cursos de Medicina terão mais vagas e segundo ciclo.

Ministério da Educação projeta abrir 11.447novos postos de graduação até 2017; curso terá nova etapa para qualificar a formação dos profissionais Os alunos que ingressarem nos cursos de Medicina, tanto em faculdades públicas quanto privadas, a partir de janeiro de 2015 terão novo período de formação, com a inclusão de um ciclo de dois anos para atuação na atenção básica e nos serviços de urgência e emergência da rede pública de saúde. A mudança está prevista na medida provisória (MP) que institui o programa Mais Médicos, lançado nesta segunda-feira (8) pela presidenta Dilma Rousseff e pelos ministros da Educação, Aloízio Mercadante, e da Saúde, Alexandre Padilha. Caberá ao Conselho Nacional de Educação regulamentar a decisão e definir as diretrizes do segundo ciclo. “O pacto que hoje estamos consolidando, talvez seja o mais essencial. Trata-se de um pacto pela vida, pela saúde de todos os brasileiros, em especial dos mais pobres, daqueles que mais precisam. (...)O Brasil precisa de médicos para diferentes atendimentos, exigências e circunstâncias, precisa de médicos que atuam na atenção básica, que se dediquem a medicina que cura e que previne”, destaca a presidenta Dilma Rousseff. Sobre a inclusão de um novo ciclo no curso de medicina, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressalta que outros países fizeram essa mudança e passaram a ofertar estágio remunerado depois da formação. “É uma forma de aprimorar a formação do profissional. Um médico, antes de mais nada, tem de ser especialista em gente. Daremos oportunidade deles atuarem junto à população e desenvolverem habilidade no cuidado integral das pessoas. E isso terá um impacto muito importante na saúde brasileira”, afirma Padilha. “Essa adaptação da graduação permitirá uma formação mais humanizada e voltada à realidade. Os estudantes vão terminar a sua formação trabalhando no SUS, com direito a bolsa e contribuindo com o povo brasileiro”, destacou o ministro da Educação, Aloísio Mercadante. Outra iniciativa que faz parte do programa Mais Médicos é a criação de mais 11.447 novas vagas de graduação em Medicina até 2017. Atualmente, o Brasil possui 18.212 vagas de graduação de Medicina. A expansão destes postos de ensino permitirá diminuir a carência de médicos, sobretudo nas regiões mais carentes. “Precisamos ampliar a oferta de formação especialmente no Norte e Nordeste do país. Vamos induzir essa nova oferta às áreas estratégicas por meio de editais públicos”, disse Mercadante. A interiorização da formação será complementada com abertura de mais de 12 mil novas vagas de residência. “Sabemos que a oferta de graduação e residência é um fator importante para a fixação do médico. O conjunto das vagas tem de seguir única e exclusivamente a necessidade do nosso país”, pontua o ministro Padilha. SEGUNDO CICLO- Durante o período adicional de experiência no Sistema Único de Saúde (SUS), os alunos, que permanecerão vinculados à faculdade e receberão bolsa custeada pelo Governo federal, terão uma autorização provisória para exercício da Medicina. Ao longo dos dois anos, o profissional terá de atuar em um serviço de atenção básica, que é capaz de resolver 80% dos problemas de saúde, e em um serviço de urgência e emergência. As instituições de ensino terão de oferecer acompanhamento e supervisão na atuação do aluno. Só após a aprovação nesta fase, a autorização será convertida em inscrição plena no Conselho Regional de Medicina. Como haverá recursos federais para garantir a supervisão do segundo ciclo, os estudantes de escolas particulares deverão isentos do pagamento de mensalidade. Estes dois últimos anos do curso poderão ser aproveitados como uma das etapas da residência ou pós-graduação caso o profissional opte por uma opção de especialização do ramo da atenção básica. A medida contribuirá para fortalecer a política de educação permanente com a integração ensino-serviço, por meio da atuação das instituições de educação superior na supervisão acadêmica das atividades desenvolvidas pelos médicos. AVANÇO NA FORMAÇÃO- A introdução do segundo ciclo vai representar aprimoramento da formação médica no Brasil, assegurando ao estudante de Medicina experiência profissional mais próxima dos pacientes. Além disso, com a alteração curricular, é esperada a entrada de 20,5 mil médicos na atenção básica em 2021. O modelo da nova grade curricular é inspirado em países como Inglaterra e Suécia, onde os alunos precisam passar por um período de treinamento em serviço, com um registro provisório, para depois exercer a profissão com o registro definitivo. No Reino Unido, por exemplo, o programa de treinamento é projetado para dar experiência geral aos recém-formados, antes de escolher a área da medicina na qual deseja se especializar. A introdução do segundo ciclo como medida não extinguirá o internato, realizado no quinto e no sexto anos do curso de Medicina, período no qual ele atua em diversas áreas da rede de saúde. A diferença é que, durante o ciclo do treinamento em serviço, o estudante de medicina terá de assumir gradativamente a responsabilidade de profissional, exercendo de fato procedimentos médicos em UBS e urgência e emergência. MAIS ESPECIALISTAS – Além do incremento no número de faculdades de Medicina, os ministérios da Saúde e da Educação anunciaram, no último mês, a abertura de 12 mil novas vagas de residência médica até 2017 – dessas, quatro mil serão abertas até 2015. O objetivo é equiparar os postos de especialização à quantidade de formandos em medicina. Assim, estará garantida a todo médico a oportunidade de se especializar ao terminar a faculdade. Hoje, só há 0,73 vaga para cada formando em medicina – são 11.468 vagas de residência para 15 mil formandos em medicina. O financiamento das novas vagas ficará a cargo do Ministério da Saúde, que vai custear as bolsas dos estudantes, de R$ 2.976,26, valor reajustado recentemente em 24,8% como forma de valorizar o residente brasileiro. Fonte: http://portalsaude.saude.gov.br/

domingo, 7 de julho de 2013

Congresso do Conasems.

Congresso do Conasems começou ontem (7) no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, com a participação de 4,7 mil inscritos, dos quais 1,7 mil secretários municipais de Saúde. A Secretario de Saúde de Saúde de Paracuru participa ativamente do evento com oficinas e cursos. Neste domingo começou o curso Gestão do Orçamento e do Fundo Municipal da Saúde (FMS), oferecido pela #SGEP com a participação do Departamento de Auditoria do #SUS, o #Denasus. A atividade continua logo mais à tarde. Com o Departamento de Artitulação Interfederativa da SGEP/MS, começaram ontem (domingo, 7) e continuam nesta segunda-feira (8) as experiências estaduais para a construção dos Contratos Organizativos de Ação Pública (#COAP), que definem as responsabilidades da União, Estados e Municípios e organizam os serviços de saúde nas 435 regiões de saúde brasileiras. As discussões conduzidas pela SGEP prosseguem nesta segunda-feira (8) com o Café com Ideias, que trará o tema 'Diversidade de sujeitos e determinantes sociais da saúde: a oportunidade do diálogo na construção de agendas no SUS', com a participação do Departamento de Apoio à Gestão Participativa (Dagep), responsável, dentre outras coisas, por conduzir as políticas de promoção da #equidade no SUS.

Vacinação no Ceará.

As equipes de imunização do Estado e dos municípios cearenses, que desde o dia 8 de junho entraram em campo para vacinar crianças contra a paralisia infantil, podem comemorar. A vacinação foi além da meta de 95%. Até às 16 horas desta sexta-feira, 5 de julho, último dia da campanha nacional de vacinação, o Ceará já havia imunizado 96,29%. A superação da meta deve ser ainda maior quando todos os 184 municípios repassarem os dados atualizados para serem lançados no portal pni.datasus.gov.br . Isso deve ocorrer até o final de segunda-feira, 8. No ano passado o Ceará também superou a meta. Chegou a vacinar 98.63%. Em 2011, quando o Ministério da Saúde realizada duas campanhas por ano, o Estado atingiu 100,71% na primeira etapa e 98,27% na segunda etapa. Veja abaixo série histórica de cobertura vacinal: SÉRIE HISTÓRICA – COBERTURAS VACINAIS Ano 1º etapa 2º etapa 2006 99,12% 100,51% 2007 93,94% 94,53% 2008 98,06% 94,82% 2009 97,20% 99,55% 2010 94,68% 96,70% 2011 100,71% 98,27% 2012 98,63% (*) 2013 96,29% (*) (*) A partir de 2012, o Brasil passou a realizar somente uma campanha nacional contra Pólio Fonte: PNI/ MS/ Sesa.

sábado, 6 de julho de 2013

Curso Sobre Planejamento Reprodutivo.

Através da Secretaria de Saude de Paracuru as enfermeiras Caroline Muniz e Kamila Barroso realizam um CURSO SOBRE PLANEJAMENTO REPRODUTIVO - Durante cinco dias, de segunda-feira, 8, a sexta-feira, 12 de julho, enfermeiros que trabalham na atenção básica em 17 municípios cearenses estarão envolvidos num só tema: planejamento reprodutivo. O curso, que acontece no hotel Mareiro, Avenida Beira-Mar, 2380, é uma parceria da Secretaria da Saúde do Estado com a Associação Brasileira de Obstetrizes, Enfermeiros Obstetras e Neonatais e o Ministério da Saúde. O objetivo é bem definido: qualificar a assistência de enfermagem em direitos e planejamento reprodutivos com foco nas redes de atenção à saúde http://bit.ly/18BpZE5

Oração do Agente de Saúde!!!

ORAÇÃO DO AGENTE DE SAÚDE!!! Acalma meu passo, apressado, ó Senhor, torna-me um instrumento mais eficaz da tua misericórdia. Abençoa a minha mente para que eu não seja indiferente ou insensível, mas esteja atento às necessidades do irmão que sofre Abençoa meus olhos para que estejam abertos para reconhecer o teu rosto no rosto de cada doente, leva-me a descobrir a luz e os tesouros interiores de cada um. Abençoa meus ouvidos para que acolham as vozes dos que pedem para serem escutados e respondam as mensagens dos que não sabem expressar-se. Abençoa minhas mãos para que não permaneçam fechadas e indiferentes, mas transmitam calor e proximidade a quem precisa de uma presença amiga. Abençoa os meus lábios para que não pronunciem frases feitas de palavras vazias, mas transmitam compreensão e carinho de um coração que ama. Abençoa meus pés, ó Senhor, para que possam deixar rastros de minha passagem por este mundo. Dá-me o dom de promover o diálogo silencioso do doente contigo. Amém!!

seminário Ação do Parlamento na Redução da Mortalidade Materna.

O Ceará foi o primeiro Estado a receber o seminário Ação do Parlamento na Redução da Mortalidade Materna e Infantil, promovido pela Subcomissão de Prestação de Contas da Saúde, ligada à Comissão de Seguridade Social da Câmara dos Deputados, e realizado na sexta-feira, 5 de julho, na Assembleia Legislativa, com apoio da Secretaria da Saúde do Estado. De acordo com o presidente da subcomissão, deputado federal João Ananias, as propostas apresentadas durante a reuniões regionais integrarão o relatório que será apresentado no final do ano e, depois de aprovado, levado à presidenta Dilma Rousseff. O documento conterá as propostas para o país reduzir ainda mais a Razão de Mortalidade Materna (RMM), que caiu de 143 óbitos de parturientes por 100 mil bebês nascidos vivos em 1990 para 63,9 em 2011, distante ainda da meta de 35 por 100 mil nascidos vivos, estabelecida para 2015 pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. “Os 93% de óbitos maternos evitáveis nos insultam”, disse o deputado João Ananias. Também em queda acentuada, a Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) já cumpriu com sobra a meta do milênio de 15,7 mortes por mil nascidos vivos, com redução de 47,1 em 1990 para 15,3 em 2011, como informou o coordenador da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Juan José Escalante. Como a Razão de Mortalidade Materna é calculada em função dos bebês nascidos vivos, o Ceará apresentou em 2010 e 2012 resultados diferentes para as mesmas 114 mortes maternas em cada ano, de 78,4 e 80,5 por 100 mil nascidos vivos. Em 2011, a razão ficou em 67,8 por mil nascidos vivos, com 110 óbitos maternos, de acordo com o boletim divulgado em fevereiro pela Sesa. Por outro lado, a Taxa de Mortalidade Infantil no Estado está abaixo da média nacional e ficou em 12,3 por mil nascidos vivos em 2011. “O Ceará é exemplo na redução da mortalidade infantil”, ressaltou o secretário da Saúde do Estado, Arruda Bastos, confirmando que a meta, até o final da gestão, é reduzir a TMI para menos de 10 por mil nascidos vivos. Em 2011 o Brasil registrou 1.610 óbitos maternos e 50% deles foram causados por hipertensão, hemorragia, infecção puerperal, aborto e doenças cardiovasculares que complicam a gravidez, parto e puerpério. No mesmo, o Ceará registrou 88 óbitos maternos e as causas principais foram as doenças cardiovasculares. Nas mortes infantis, 70% são evitáveis em todo o país e, no Ceará, a prematuridade é a principal causa de mortes de recém-nascidos. Coube ao coordenador de Promoção e Proteção à Saúde da Sesa, Manoel Fonsêca, apontar os desafios e propostas para a redução da mortalidade materna e infantil, que deverão ser incorporadas ao documento da Subcomissão de Prestação de Contas da Saúde. Arruda Bastos apresentou a situação da implantação da Rede Cegonha no Ceará, que tem os serviços integrados em 17 Redes em 23 regiões. O Plano de Ação da Rede Cegonha para as Regiões de Saúde do Ceará, aprovado em junho de 2011 pelo Ministério da Saúde, prevê 27 Centros de Parto Normal, 22 casas da gestante, bebê e puérpera, criação de 263 leitos de gestação de alto risco, 70 leitos de UTI adulto tipo II, 176 leitos de UTI neonatal tipo II, 321 leitos de UCI neonatal e 135 leitos de UCI Canguru. Também inclui a qualificação de 203 leitos de gestação de alto risco; 96 leitos de UTI adulto tipo II; 117 leitos de UTI neonatal tipo II e 156 leitos de UCI neonatal. Os serviços deverão estar funcionando plenamente até o fim de 2014 e, para tanto, a Subcomissão de Prestação de Contas da Saúde vai propor ao Ministério da Saúde o repasse dos recursos diretamente para os municípios, sem a intermediação da Caixa Econômica Federal, como acontece atualmente.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Reunião

As Agentes de Saúde da Vila São José tiveram hoje está manhã uma reunião com a nova Psicologa do NASF.

Dra. Márcia e ACS.

Reunião com a Dra. Márcia para repassar cronograma de visita e fazer algumas alterações.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Quali-Conselhos

Curso Quali - Conselho inicia atividades no Ceará O Conselho Estadual de Saúde do Ceará (CESAU) se reuniu na manhã desta terça-feira (2) com Conselheiras e Conselheiros de Saúde para abertura do curso Nacional de Ativação para o Desenvolvimento da Prática do Controle Social no SUS (Quali-Conselhos ) que ocorreu no auditório Ciro Gomes, na sede da Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP/CE . Participaram da abertura do evento, o presidente do CESAU, João Marques de Farias, o Conselheiro Estadual de Saúde, Francisco José Lima Batista e representantes da Escola de Saúde Pública. O objetivo do curso é orientar a prática técnico-política dos conselhos de saúde no Brasil, por meio da qualificação de seus conselheiros em temas como participação social e democracia, gestão e financiamento, intersetorialidade e redes. Poderão se inscrever os conselheiros municipais e estaduais de saúde que estiverem no exercício de suas funções e forem indicados pelo respectivo conselho de saúde em que atuam. De acordo com a Escola de Saúde pública do Ceará a modalidade dos cadernos estão organizados em duas partes. A primeira apresenta as características institucionais do projeto, incluindo a concepção político-pedagógica que o norteia, os desafios que se propõe a enfrentar e os aspectos mais gerais de seu funcionamento. A segunda é composta pelas quatro Unidades de Aprendizagem que abrangem os temas do Curso: Democracia, Participação Social e Representação no Âmbito dos Conselhos de Saúde, Gestão e Financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS); Intersetorialidade, Determinantes Sociais da Saúde e Descentralização; e Trabalho em Rede no Âmbito do Controle Social no SUS. Para mais informações acesse: http://www.esp.ce.gov.br/

Vacina contra HPV

PREVENÇÃO DO CÂNCER Ministério da Saúde incorpora vacina contra HPV ao SUS Meninas de 10 e 11 anos serão protegidas contra quatro variáveis do vírus, que são responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo do útero; vacina será produzida por meio de parceria entre Butantan e Merck O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (1) a incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS) da vacina contra o papilomavírus (HPV), usada na prevenção de câncer de colo do útero. Já em 2014, meninas de 10 e 11 anos receberão as três doses necessárias para a imunização, mobilizando investimentos federais de R$ 360,7 milhões na aquisição de 12 milhões de doses. Confira a apresentação É a primeira vez que a população terá acesso gratuito a uma vacina que protege contra câncer. A meta é vacinar 80% do público-alvo, que atualmente soma 3,3 milhões de pessoas. O vírus HPV é responsável por 95% dos casos de câncer de colo do útero, segundo que mais atinge mulheres, atrás apenas do mamário. ”Está é mais uma medida para enfrentarmos o problema do câncer de colo do útero, um problema que ainda é grande no país, em especial na região norte. Vamos preparar muito bem este público (meninas de 10 e 11 anos), suas famílias, e reforçar a estratégia envolvendo as escolas e os professores para provocar uma grande sensibilização”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele destacou ainda que a vacinação reduz a circulação do vírus no país. A vacina que estará disponível na rede pública é a quadrivalente, usada na prevenção contra quatro tipos de HPV (6, 11, 16 e 18). Dois deles (16 e 18) respondem por 70% dos casos de câncer. No escopo do acordo entre Ministério da Saúde e os fabricantes da vacina - Butantan e Merck Sharp & Dohme (MSD), que atuarão em parceria tecnológica – está prevista a possibilidade de uso da versão nonavalente, que agregará outros cinco sorotipos à vacina. A vacina para prevenção da doença tem eficácia comprovada para pessoas que ainda não iniciaram a vida sexual e, por isso, não tiveram nenhum contato com o vírus. A escolha do público-alvo levou em consideração evidências científicas, estudos sobre o comportamento sexual e a avaliação de especialistas que atuam no Comitê Técnico Assessor de Imunizações (CTAI) vinculado ao Ministério da Saúde. ESTRATÉGIA DE VACINAÇÃO - As três doses serão aplicadas, com autorização dos pais ou responsáveis das pré-adolescentes, de acordo com o seguinte esquema: após a aplicação da primeira dose, a segunda deverá ocorrer em dois meses e a terceira, em seis meses. Para chegar com mais agilidade ao público-alvo e ampliar a adesão à proteção contra o HPV, a estratégia será mista: a imunização ocorrerá tanto nas unidades de saúde quanto nas escolas. Após o primeiro ano de imunização, a oferta deverá passar de 12 milhões de doses para 6 milhões de doses por ano, pois parte do público-alvo já estará imunizado. A incorporação da vacina complementa as demais ações preventivas do câncer de colo do útero, como a realização do Papanicolau e o uso de camisinha em todas as relações sexuais. “É uma vacina para proteger para o futuro, mas que não elimina as medidas de saúde que já estão sendo tomadas pelas mulheres para se proteger do vírus”, reforçou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa. PRODUÇÃO NACIONAL –A introdução da vacina no SUS foi possível por conta de acordo parceria para o desenvolvimento produtivo (PDP), com transferência de tecnologia entre o laboratório internacional Merck Sharp & Dohme (MSD) e o Instituto Butantan, que passará a fabricar o produto no Brasil. “A medida confirma o esforço do governo brasileiro em aliar inovação tecnológica às necessidades sociais. Estamos produzindo uma vacina, desenvolvendo tecnologia e gerando economia aos cofres públicos”, disse o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do ministério, Carlos Gadelha. O Ministério da Saúde pagará cerca de R$ 30 por dose, o menor preço já praticado no mercado – 8% abaixo do valor do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAs). A expectativa, em cinco anos, é de um valor 34% menor ao custo atual. Com isso, será possível economizar cerca de R$ 200 milhões (ou US$ 91 milhões) no período, com a queda do custo de US$ 543 milhões para US$ 452,5 milhões. Nesse período, o laboratório público passará a ter domínio de todas as etapas para a produção do insumo. Além disso, a produção do imunobiológico contará com investimento de R$ 300 milhões para a construção de uma fábrica de alta tecnologia pelo Instituto Butantan, baseada em engenharia genética. “A incorporação dessa vacina vai representar muito em termos de desenvolvimento tecnológico. Foi um processo muito transparente em que se buscou o interesse nacional”, ressaltou o diretor do Instituto, Jorge Kalil. O Ministério da Saúde oferta 26 vacinas através do Programa Nacional de Imunizações. Destas, 98% já são fabricadas no Brasil ou estão em fase de incorporação da tecnologia. A vacina contra o HPV é mais um dos produtos biológicos que será fabricado pelo Brasil por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) articulada pelo Ministério da Saúde. Com esse novo acordo, o país passará a produzir 26 biológicos. Além da vacina para HPV, destacam-se medicamentos para câncer de mama, leucemia e artrite reumatoide. Atualmente, os biológicos consomem 43% dos recursos do Ministério da Saúde com medicamentos, cerca de R$ 4 bilhões por ano, apesar de representarem 5% da quantidade adquirida. SOBRE O HPV – O HPV é capaz de infectar a pele ou as mucosas e possui mais de 100 tipos. Do total, pelo menos 13 têm potencial para causar câncer. Estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que 291 milhões de mulheres no mundo são portadoras do HPV, sendo que 32% estão infectadas pelos tipos 16, 18 ou ambos. No Brasil, a cada ano, 685.400 pessoas são infectadas por algum tipo do vírus. Em relação ao câncer de colo do útero, a cada ano, 270 mil mulheres no mundo morrem por conta da doença. No Brasil, 5.160 mulheres morreram em 2011 em decorrência da doença. Para 2013, o Instituto Nacional do Câncer estima o surgimento de 17.540 novos casos. O Ministério da Saúde orienta que as mulheres dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo, o Papanicolau, a cada três anos. Em 2012, foram 11 milhões de exames no SUS, o que representou investimento de R$ 72,6 milhões. Do total, 78% foram na faixa etária prioritária. No ano passado, o investimento no atendimento e expansão dos serviços para tratamento de câncer na rede pública de saúde foi de R$ 2,4 bilhões, 26% maior que em 2010. O Ministério da Saúde também está desenvolvendo o Plano de Expansão dos Serviços de Radioterapia, com aplicação de R$ 506 milhões na criação de 41 novos serviços de radioterapia e ampliação de outros 39. Cada um dos 80 serviços de radioterapia receberá um aparelho Acelerador Linear. Existem, atualmente, 277 estabelecimentos disponíveis para o atendimento e tratamento do câncer. Em 2011 foram habilitados dez hospitais, em 2012 foram onze e em 2013 já são nove novos hospitais habilitados.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

XXIX Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde.

XXIX Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, que acontecerá nos dias 07 a 10 de julho em Brasília-DF. Com o tema “Responsabilidade interfederativa no SUS: Desafios e agenda dos municípios”, o Congresso deste ano abre espaço para discutir problemas e propor soluções para a saúde pública brasileira, especificamente o nosso Sistema Único de Saúde, que ainda enfrenta problemas depois de 25 anos de história. Isso mesmo, o SUS está fazendo aniversário. E quem também completa 25 anos é o CONASEMS. Um quarto de século e de história na luta por um SUS público, universal e integral através da cooperação entre municípios, estado e união. Assim como acontece com todos nós, perto de completarmos 30 anos, revemos toda nossa história para entrar na maioridade plena cheios de vida. E assim faremos para seguir em frente com ainda mais fôlego. Em 2013, o Congresso ganha ainda mais um motivo que o torna de importância fundamental. No ano em que muitos municípios brasileiros começam uma nova gestão, se faz necessário auxiliar prefeitos, secretários e toda a equipe do governo municipal para atuar de forma comprometida e responsável, fortalecendo as discussões sobre a melhoria da qualidade das ações e serviços de saúde e consolidando os princípios constitucionais do SUS, que citamos acima. Ao longo dos quatro dias de evento serão desenvolvidas oficinas, seminários, lançamentos de publicações, painéis, mesas redondas e “Café com Ideias” abordando diversos temas ligados a saúde pública e políticas de saúde. Além dessas atividades, o Congresso conta ainda com a f eira “Brasil Aqui tem SUS”, onde serão montados estandes de diversas instituições que vão expor suas experiências e mecanismos de interação com o SUS. O Congresso do CONASEMS já se consolidou como um dos maiores e mais importantes da área da saúde pública no Brasil e no mundo, reunindo milhares de gestores municípios e estaduais, trabalhadores, pesquisadores, usuários dos serviços e demais atores que constroem a saúde pública brasileira. Além de promover a troca de experiências, o CONASEMS procura, dentro e fora de seus congressos, discutir as políticas adotadas pelas esferas federal, estaduais e municipais e o fortalecimento dos municípios.

Datas Comemorativas da Saúde:

Julho 02.07 - Dia do Hospital 10.07 - Dia da Saúde Ocular 13.07 - Dia do Engenheiro de Saneamento 13.07 - Dia do Estatuto da Criança e do Adolescente 25.07 - Aniversário de Criação do Ministério da Saúde 27.07 - Dia Nacional da Prevenção de Acidentes do Trabalho 28 – Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais

Fórum.

Estão abertas até o dia 15 de julho as inscrições para o Fórum Macrorregional de Atenção Primária à Saúde do Cariri, que a Secretaria da Saúde do Estado realizará de 7 a 9 de agosto deste ano, no município do Crato. As inscrições podem ser feitas nas Coordenadorias Regionais de Saúde (CRES) da Macrorregião de Saúde do Cariri, por meio de formulário padrão. São oferecidas quatro vagas para cada Coordenadoria, cinco por município e duas vagas para cada uma das demais instituições. O Fórum reunirá gestores regionais e municipais de saúde, trabalhadores da saúde, representantes das instâncias de controle social, escolas de saúde do SUS, universidades, faculdades e Comissões Permanentes de Integração Ensino-Serviço, vinculados aos 45 municípios das CRES de Icó, Iguatu, Brejo Santo, Crato e Juazeiro do Norte, com público estimado de 300 participantes. A Política Nacional da Atenção Básica e o papel da atenção primária como ordenadora das Redes de Atenção à Saúde e coordenadora do cuidado estão no centro dos debates do Fórum Macrorregional. Em três dias de trabalhos, o Fórum colocará em pauta o debate sobre Saúde na Família, Saúde Bucal, Núcleo de Apoio à Saúde na Família (NASF), Programa Saúde na Escola, Programa Academia da Saúde, Serviço de Atenção Domiciliar e Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica. Haverá, ainda, exposições e debates sobre saúde do idoso, saúde do adolescente, saúde do homem, saúde da mulher, alimentação e nutrição, saúde da criança e saúde do adulto. O Fórum será encerrado com a sistematização das discussões e os encaminhamentos. Experiências Os municípios da Macrorregião poderão submeter relatos de experiências exitosas que contribuíram para o aprimoramento das ações no âmbito da Atenção Primária à Saúde, nos eixos da Gestão da Atenção Primária à Saúde, Saúde da Criança, do Adolescente, do Adulto, da Mulher, do Homem, do Idoso, Promoção da Saúde: Alimentação e Nutrição e Saúde Bucal. Cada município poderá submeter até três experiências exitosas, em formulário on-line . A inscrição será realizada somente por meio do formulário eletrônico, até o dia 15 de julho, não sendo aceitas propostas encaminhadas por fax ou por e-mail. O relato deverá conter título, contextualização da intervenção, objetivos da intervenção, metodologia, resultados da intervenção, avaliação da intervenção e contribuições/implicações para a Atenção Primária à Saúde. Não é preciso apresentar uma redação em linguagem formal. Porta de entrada do SUS De acordo com a política nacional definida pelo Ministério da Saúde, a atenção básica deve ser o contato preferencial dos usuários, a principal porta de entrada e o centro de comunicação com toda a Rede de Atenção à Saúde. A nova Política Nacional da Atenção Básica atualizou conceitos na política e introduziu elementos ligados ao papel desejado da atenção básica na ordenação das Redes de Atenção. Articula, ainda, a atenção básica com importantes iniciativas do SUS, como a ampliação das ações intersetoriais e de promoção da saúde. No Ceará, em março deste ano, o governador Cid Gomes anunciou novos investimentos de R$ 25 milhões para reforçar a atenção primária à saúde nos municípios. Já é a segunda vez que o governo Cid Gomes libera parcela expressiva de recursos para reforçar as ações dos municípios na atenção básica. A primeira liberação foi de R$26,6 milhões, que foram utilizados na construção de 150 Unidades Básicas de Saúde da Família em 150 municípios. O Fórum Macrorregional de Atenção Primária à Saúde é uma iniciativa do Núcleo de Atenção Primária da Coordenadoria de Políticas e Atenção à Saúde (NUAP/COPAS), da Secretaria da Saúde do Estado, e é o segundo dos quatro planejados para o ano de 2013. O primeiro foi realizado na Macrorregião de Saúde de Fortaleza, em maio, com um público de 350 pessoas.